Vocês já pararam para pensar no papel da igreja local na sociedade em geral? Recentemente, li um livro de Bill Hybels, pastor da igreja Saddleback, nos EUA, uma das maiores igrejas no mundo. Ao longo do livro, o Pr. Hybels repetidamente colocou sua opinião de que "a igreja local é a salvação do mundo".
Esta colocação ficou martelando a minha cabeça durante muito tempo, mesmo após a leitura daquele livro, e pude meditar sobre a situação dos locais que frequento e convivo. Atualmente, vivo em um trânsito constante entre as cidades do Rio de Janeiro e Araruama, e o contraste é muito grande: Enquanto, no Rio de Janeiro, na região da Grande Tijuca você encontra uma pequena quantidade de igrejas, a grande maioria tradicionais, em Araruama, você encontra uma quantidade de igrejas imensa, com cerca de uma igreja para cada quadra do centro da cidade.
Ao meditar sobre esta distribuição, comecei a pensar: Estaria neste fato a grande diferença de comportamento dos moradores de ambas as cidades? Afinal, enquanto o Rio de Janeiro é conhecida por ser uma cidade selvagem, Araruama é uma cidade pacata, com pessoas bastante educadas e hospitaleiras. As pessoas parecem se respeitar mais em Araruama do que no Rio de Janeiro, ou pelo menos o princípio cristão do "amor ao próximo" parece ser melhor compreendido no interior do que na cidade grande.
Um dos motivos que suponho justificam esta questão é o fato do interior viver uma vida mais familiar. A grande parte dos negócios na região são oriundos de pequenas lojas e comércios geridos por famílias inteiras, o que torna a competitividade algo desnatural. A pressa não faz parte do cotidiano destas pessoas, que vivem em casas espaçosas, com quintais verdes e piscinas que ajudam a diminuir a intensidade do calor no verão. Prédios são quase inexistentes, e a lagoa ajuda a dar um visual quase marítimo para uma parte dos moradores, tendo em vista a cor azul de suas águas salgadas.
Neste estilo de vida familiar, sem pressa, as pessoas aprendem a se respeitar. Os valores cristãos de "amor ao próximo" não recebem o confrontamento diário que a sociedade capitalista das grandes cidades impõe. Devido a isto, a religiosidade torna-se atraente, criando espaços de convivência que aproximam estas famílias, aumentando ainda mais o sentimento de unidade na comunidade. Os próprios cristãos trabalham em espírito solidário, em regime de mutirão, para ajudar outros trabalhos e, assim, alavancar ainda mais o crescimento da obra de Deus na Terra. A palavra-chave deste cristão é "missão": Levar a Palavra de Deus e a salvação para o próximo.
Por outro lado, no regime da cidade grande, como no caso do Rio de Janeiro, o paradigma capitalista que permeia a sociedade e a violência acaba criando uma sociedade cada vez mais introspectiva, egocêntrica, voltada para os seus próprios interesses. É claro, esta visão varia muito dentro da própria cidade, tendo em vista que as regiões da periferia e subúrbio tendem a ter uma visão mais familiar e interiorana de convívio entre as pessoas. Basta ver a quantidade de igrejas em regiões da periferia nas grandes cidades.
Porém, especialmente nas regiões de classe média e alta, fica nítido como as pessoas se enclausuram cada vez mais em seus pequenos mundos, fugindo da violência urbana e, assim, refugiando-se de todos os perigos externos. A vida modular em pequenas unidades habitacionais em forma de apartamentos oprime o homem, que passa a ver seu lar como meramente um dormitório, um local de passagem entre este e o próximo dia de trabalho.
Neste universo, penso identificar uma religiosidade igualmente introspectiva, de busca incessante do homem por um contato com o divino, de busca por respostas para as ansiedades diárias impostas ao indivíduo. O "amor ao próximo" dá lugar ao "amor a Deus". O horizontal dá lugar ao vertical, e o "Ide" dá lugar ao "Vinde". Desta forma, a palavra-chave deste povo passa a ser "crescimento pessoal".
Neste sentido, então, me pergunto: Será este o motivo pelo qual os cristãos em regiões interioranas e periféricas se multiplicarem muito mais, ao contrário dos cristãos em regiões centrais e mais abastadas? Afinal, como pode um cristão pensar em evangelizar o próximo se ele nem consegue enxergar o próximo, estando plenamente ocupado consigo mesmo? É preciso uma mudança total de paradigma, uma luta hercúlea do homem cristão contra a natureza da sociedade onde vive, para assim poder observar as pessoas ao seu redor e enxergar as almas sofredoras, que caminham para a perdição eterna.
A pergunta, então, que me faço, é: Como a igreja pode ajudar e alcançar estas pessoas dos grandes centros urbanos? Como entrar na casa destes oprimidos e libertá-los de tão triste vida, a vida do amanhã como repetição do hoje? Como as igrejas de regiões de classe média e alta podem ajudar a abençoar suas regiões de atuação e ajudar a mudar a sociedade como um todo? Será isso possível, ou meramente uma utopia?
Se cremos em Deus Todo-Poderoso, devemos crer que há esperança também para este povo. Precisamos, como corpo cristão, encontrar os mecanismos de atuação que nos ajudem a alcançar tais pessoas. Que experiências vocês conhecem e que podem ajudar a vencer esta luta?
Esta colocação ficou martelando a minha cabeça durante muito tempo, mesmo após a leitura daquele livro, e pude meditar sobre a situação dos locais que frequento e convivo. Atualmente, vivo em um trânsito constante entre as cidades do Rio de Janeiro e Araruama, e o contraste é muito grande: Enquanto, no Rio de Janeiro, na região da Grande Tijuca você encontra uma pequena quantidade de igrejas, a grande maioria tradicionais, em Araruama, você encontra uma quantidade de igrejas imensa, com cerca de uma igreja para cada quadra do centro da cidade.
Ao meditar sobre esta distribuição, comecei a pensar: Estaria neste fato a grande diferença de comportamento dos moradores de ambas as cidades? Afinal, enquanto o Rio de Janeiro é conhecida por ser uma cidade selvagem, Araruama é uma cidade pacata, com pessoas bastante educadas e hospitaleiras. As pessoas parecem se respeitar mais em Araruama do que no Rio de Janeiro, ou pelo menos o princípio cristão do "amor ao próximo" parece ser melhor compreendido no interior do que na cidade grande.
Um dos motivos que suponho justificam esta questão é o fato do interior viver uma vida mais familiar. A grande parte dos negócios na região são oriundos de pequenas lojas e comércios geridos por famílias inteiras, o que torna a competitividade algo desnatural. A pressa não faz parte do cotidiano destas pessoas, que vivem em casas espaçosas, com quintais verdes e piscinas que ajudam a diminuir a intensidade do calor no verão. Prédios são quase inexistentes, e a lagoa ajuda a dar um visual quase marítimo para uma parte dos moradores, tendo em vista a cor azul de suas águas salgadas.
Neste estilo de vida familiar, sem pressa, as pessoas aprendem a se respeitar. Os valores cristãos de "amor ao próximo" não recebem o confrontamento diário que a sociedade capitalista das grandes cidades impõe. Devido a isto, a religiosidade torna-se atraente, criando espaços de convivência que aproximam estas famílias, aumentando ainda mais o sentimento de unidade na comunidade. Os próprios cristãos trabalham em espírito solidário, em regime de mutirão, para ajudar outros trabalhos e, assim, alavancar ainda mais o crescimento da obra de Deus na Terra. A palavra-chave deste cristão é "missão": Levar a Palavra de Deus e a salvação para o próximo.
Por outro lado, no regime da cidade grande, como no caso do Rio de Janeiro, o paradigma capitalista que permeia a sociedade e a violência acaba criando uma sociedade cada vez mais introspectiva, egocêntrica, voltada para os seus próprios interesses. É claro, esta visão varia muito dentro da própria cidade, tendo em vista que as regiões da periferia e subúrbio tendem a ter uma visão mais familiar e interiorana de convívio entre as pessoas. Basta ver a quantidade de igrejas em regiões da periferia nas grandes cidades.
Porém, especialmente nas regiões de classe média e alta, fica nítido como as pessoas se enclausuram cada vez mais em seus pequenos mundos, fugindo da violência urbana e, assim, refugiando-se de todos os perigos externos. A vida modular em pequenas unidades habitacionais em forma de apartamentos oprime o homem, que passa a ver seu lar como meramente um dormitório, um local de passagem entre este e o próximo dia de trabalho.
Neste universo, penso identificar uma religiosidade igualmente introspectiva, de busca incessante do homem por um contato com o divino, de busca por respostas para as ansiedades diárias impostas ao indivíduo. O "amor ao próximo" dá lugar ao "amor a Deus". O horizontal dá lugar ao vertical, e o "Ide" dá lugar ao "Vinde". Desta forma, a palavra-chave deste povo passa a ser "crescimento pessoal".
Neste sentido, então, me pergunto: Será este o motivo pelo qual os cristãos em regiões interioranas e periféricas se multiplicarem muito mais, ao contrário dos cristãos em regiões centrais e mais abastadas? Afinal, como pode um cristão pensar em evangelizar o próximo se ele nem consegue enxergar o próximo, estando plenamente ocupado consigo mesmo? É preciso uma mudança total de paradigma, uma luta hercúlea do homem cristão contra a natureza da sociedade onde vive, para assim poder observar as pessoas ao seu redor e enxergar as almas sofredoras, que caminham para a perdição eterna.
A pergunta, então, que me faço, é: Como a igreja pode ajudar e alcançar estas pessoas dos grandes centros urbanos? Como entrar na casa destes oprimidos e libertá-los de tão triste vida, a vida do amanhã como repetição do hoje? Como as igrejas de regiões de classe média e alta podem ajudar a abençoar suas regiões de atuação e ajudar a mudar a sociedade como um todo? Será isso possível, ou meramente uma utopia?
Se cremos em Deus Todo-Poderoso, devemos crer que há esperança também para este povo. Precisamos, como corpo cristão, encontrar os mecanismos de atuação que nos ajudem a alcançar tais pessoas. Que experiências vocês conhecem e que podem ajudar a vencer esta luta?







1 comentários:
Com o pouco tempo de igreja que tenho, não conheço experiências que podem ajudar a vencer esta luta. Mas estou feliz com esse seu post, pois abençoou minha vida e me ajudou a me identificar um pouco mais com você.
A vontade que Deus colocou em meu coração de seguir por este caminho, do IDE! A vontade de crescer nos caminhos do SENHOR para fazer o IDE, além do VINDE, como você mesmo descreveu.
Muito Jejum e oração para chegarmos onde o Senhor quer nos colocar!
Forte Abraço!
Agora vou sair pra ver minha noiva XD
Rodolfo
Postar um comentário