This is default featured post 1 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

This is default featured post 2 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

This is default featured post 3 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

This is default featured post 4 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

This is default featured post 5 title

Go to Blogger edit html and find these sentences.Now replace these sentences with your own descriptions.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Deus é justo... Mas que Deus? (Comentários sobre No Limite - Episódio 03/09)

Estou de volta, após alguns dias problemáticos no trabalho. Somente esta semana, devo ter pego umas 80 pastas para analisar e realizar atividades diversas. Esta era a média MENSAL, nos PIORES meses, em tempos passados. A coisa está feia, mas Deus está no controle.

Hoje, irei voltar a comentar sobre o programa "No Limite", pois a cada dia que passa, estou mais vidrado nele. O motivo é eu estar vendo, verdadeiramente, o surgimento de um "Survivor" brasileiro, com direito às maquinações, jogatinas e falsidades que tornam o jogo um desafio para quem quer vencê-lo com ética. E como a ética é algo que é estudado no âmbito da teologia, um jogo como este torna-se bem interessante de ser analisado.

Para quem não viu o episódio de hoje, vou fazer uma breve recapitulação: Até o episódio passado, a Sandi era a grande maquinadora do jogo. Em um episódio, ela conseguiu fazer a cabeça de TODOS os jogadores para votarem contra a Taritza, afirmando que ela era fofoqueira. O mais impressionante é que NINGUÉM se tocou que a Taritza NUNCA havia sido vista falando mal dos outros, EXCETO pela própria Sandi.

Após o último episódio, em que a Taritza saiu com uma considerável quantidade de votos, a Gabriela comentou o fato com a Índia. A Sandi, mantendo suas maquinações e preparando o próximo alvo, acusou o Gílson de ter se forçado contra ela, tentando arrancar um beijo dela, em uma conversa de pé de ouvido com a Índia. Isto fez esta jovem se irritar e, após a prova de recompensa, convocar uma "assembleia" da tribo para discutir a situação. A Sandi não confirmou nem negou a história, afirmou com todas as letras que estava jogando e que fazia fuxicos, e mostrou-se completamente sem ressentimentos pela sua acusação, que é de um nível de sujeira inimaginável, até mesmo para um jogo como este, já que com tais coisas não se brincam. De fato, chega a ser covarde acusar um homem de assédio sexual apenas para avançar no jogo, pois isto acaba com a reputação da pessoa. Aliás, isto é passível de processo por danos morais...

Mas enfim, a questão teológica que motivou este post aconteceu após a Sandi encontrar o colar da imunidade escondido na tribo. De fato, este colar estava à mostra em um ídolo dentro do acampamento, e apenas 4 jogadores sabiam das dicas, dadas no exílio, que mencionavam a questão do colar. Felipe, um deles, achou por bem contar à loira sobre a dica e ainda dizer onde ele achava que o colar estava. Sandi o encontrou, comemorou sua permanência por mais um episódio e soltou a pérola do programa, até aqui:

"Deus é justo".

A primeira coisa que devo dizer é que esta afirmação me embrulhou o estômago, pois mostra o estado das coisas hoje em dia no campo religioso. Hoje, Deus é um ser utilitário, que atende aos desejos das pessoas indiscriminadamente, independente da situação da pessoa. Deus existe para lhe dar bênçãos, e não para ser louvado e adorado, e para nos orientar em nossas condutas. O conceito de pecado inexiste, e cada um vive conforme a sua consciência, por mais pervertida pelo pecado que ela possa estar.

Quando vi esta jovem soltando esta pérola, pensei: Que Deus é este em que Sandi acredita, para ela afirmar que este Deus pode ser justo com alguém que mente para avançar em uma competição financeira? E pior: Que Deus é este que aceita que uma pessoa minta a ponto de denegrir a reputação de outra para avançar no jogo e a ajuda a seguir na competição?

Eu olho, hoje, para a Bíblia, que é a revelação divina, a Palavra de Deus, aquilo que ele nos enviou para que seja o nosso guia e orientação de vida, e só vejo confrontações a estas atitudes de Sandi:

Ap. 22.15: Ficarão de fora (do reino dos céus) os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.

Sl. 119.163: Abomino e odeio a mentira; mas amo a tua lei.

Pv. 6.16-19: Estas seis coisas o SENHOR odeia, e a sétima a sua alma abomina: Olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, O coração que maquina pensamentos perversos, pés que se apressam a correr para o mal, A testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos.

Ef. 4.25: Por isso, deixando a mentira, fale cada um a verdade com o seu próximo, porque somos membros uns dos outros.

Tendo estes textos (dentre tantos outros que prefiro não elencar aqui, para não ficar até as 3 da manhã escrevendo) por base, fica fácil perceber que Deus não coaduna com mentirosos. Logo, a vitória de Sandi ao achar o amuleto não teve envolvimento NENHUM do Senhor.

Agora, aproveitando o gancho da discussão, citarei uma frase que indica bem a religiosidade de Sandi e de tantos outros. Esta frase é do teólogo Paul Tillich, e eu parafraseio: Se alguém que acredita em Deus acredita no símbolo, ou no dogma, ou na imagem que tem dele, comete idolatria! Ou seja, Deus é muito, mas MUITO maior do que podemos imaginar. Podemos apenas nos aproximar do entendimento da sua grandeza seguindo os seus ensinamentos (que estão apresentados na Bíblia) e deixando-nos surpreender com sua ação em nossas vidas. Entretanto, ao "encaixotarmos" Deus dentro de nossa razão, para que ele (com letra minúscula propositalmente) se torne aquilo que nós desejamos que ele seja, nós cometemos idolatria, nós adoramos algo que não é REALMENTE Deus, e sim apenas uma construção de nossas mentes.

No final das contas, o que acontecerá com o jogo? É simples: Sandi será eliminada na primeira oportunidade que o grupo tiver para fazê-lo. Além disto, Felipe pagou CARO por ter praticamente dado o colar de imunidade para Sandi: Foi sumariamente eliminado do jogo, falhando em perceber que era o próximo alvo. Com isto, Índia e Gabi crescem no jogo e podem tornar-se referências para chegar até o final da competição, no lado feminino. Já no lado masculino, Guimarães e Alexandre, por estarem aparecendo pouco, também podem ir longe.

Vejamos agora, no próximo domingo, se este finalmente será o dia da Sandi dançar, ou se outra pessoa será eliminada antes dela. Tudo dependerá da capacidade da loira de montar seu esquema de jogo novamente.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Tempos corridos

Eu confesso que tenho postado pouco aqui no blog, nos últimos tempos, porém o motivo é fácil de entender: Minha vida tem estado superatarefada.

Atualmente, tenho pouco tempo para mim mesmo. Ainda dou graças a Deus por ter um emprego que me permite acordar às 8 da manhã, ao contrário da maioria dos brasileiros. Saio às 9 de casa para ir ao trabalho. No ônibus, aproveito para ler livros ou textos para o seminário.

Às 10, chego ao trabalho, onde a carga de tarefas tem sido ensandecedora. Para se ter uma ideia, a carga de trabalho atual onde labuto, projetado para 12 meses, ultrapassa em 6 vezes todos os recordes históricos. Nossa equipe está em 30 pessoas, um número extremamente pequeno para a carga de trabalho que possuímos. Por isso, o tempo livre para pensar e postar aqui no blog é pequeno.

Às 18, saio do Centro e vou ao seminário, onde estudo até as 22:15. Não tenho acesso remoto à internet lá, porém isso não adiantaria muito, mesmo, pois estou sempre digitando e escrevendo alguma coisa no laptop, referente às aulas. Chego em casa apenas às 22:30, tempo suficiente para navegar um pouco na internet, ler a Bíblia, orar e dormir.

Resultado: Meu tempo para postar aqui no blog está quase zero. Com meus planos para o futuro, então, este tempo irá diminuir ainda mais. Porém, ainda pretendo postar aqui meus pensamentos, colocações, visões e opiniões sobre a teologia e a sociedade de hoje. Por enquanto, peço paciência aos irmãos e colegas visitantes. :)



Que cristianismo vivemos hoje?! Veja o vídeo acima. Agora, compare com os ensinamentos de Jesus Cristo e me diga, com toda sincera e honestidade: Há alguma semelhança entre os dois discursos?!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

A dor do fracasso

Vou confessar uma coisa aos irmãos e colegas que encontraram este pequeno canto na internet: Eu ainda estou um pouco frustrado com minha reprovação na prova prática da autoescola. Apesar de já ter conseguido racionalizar tudo o que aconteceu, a dor por ter falhado na tentativa de tirar minha carteira de motorista permanece.

O que mais me dói, porém, é perceber que a minha dor, por algo tão minúsculo, me arrasou profundamente. No momento em que o examinador pisou no freio, foi um choque tão grande que foi como se eu tivesse recebido um tapa na cara. A dor pelo fracasso sofrido arrasou-me por 2 dias. Porém, como eu podia me deixar ficar tão triste por algo tão pequeno?

Hoje, vindo para casa, comecei a pensar em outra esfera, e lembrei-me que existem pessoas que estão passando por este sentimento em um ciclo vicioso do qual não conseguem sair. O problema está quando elas não conseguem mais enxergar a possibilidade de se libertarem da escravidão da desesperança, do medo e da acomodação. Este sentimento, o qual venci há 4 anos, ao sair de casa e começar o processo que me levou a perder 72 kgs de peso em 15 meses, voltou a mim de uma tacada só, fazendo-me questionar, por alguns instantes, se eu conseguiria, um dia, tirar minha carteira de motorista.

Ao perceber o quanto uma mera prova prática me afetou, percebi que havia experimentado algo que estava precisando sentir: O fracasso. O fracasso faz a pessoa voltar à terra, sentir-se novamente humilde, a faz pensar no que fez de errado e o que precisa consertar. Entretanto, não só o fracasso nos leva a pensar em como corrigir nossos erros, ele também nos deve dar forças para lutar por fazer algo ainda melhor da próxima vez. Em "As 21 Indispensáveis qualidades de um líder", em seu capítulo sobre "Atitude Positiva", John Maxwell cita a história de Thomas Edison, que testou 10 mil combinações diferentes de materiais para criar a primeira lâmpada incandescente. Ao contar sua história brevemente, o autor cita o inventor definindo sua postura frente às adversidades:

"Muitos dos fracassos da vida devem-se ao fato de as pessoas não perceberem quão próximas estavam do sucesso ao desistirem".

Foi em cima desta frase que percebi que precisava repensar todo o meu ministério, todas as coisas que vinha fazendo, a forma como vinha agindo. Também foi esta frase que me fez lembrar que aquela prova foi apenas a primeira, que ainda terei outras chances e que poderei melhorar minha direção para não incorrer mais no erro que cometi naquele dia.

Porém, além disto, pude sentir, por menor o grau que seja, a dor que muita gente sente em suas vidas quando fracassa em algo crucial para suas vidas: A dor do jovem que não passa no vestibular; a dor do casal que seguidamente não consegue ter filhos; a dor da mãe que descobre que seu filho foi preso ou morto devido à violência; a dor do profissional que é demitido após investir sua vida em uma carreira; a dor do pastor que vê seus filhos se desviarem do evangelho; a dor da senhora que se vê abandonada pela família...

Todas estas situações podem arrasar com uma pessoa, podem levá-la a um estado de depressão e de desesperança que a levarão a buscar respostas para suas angústias das mais diversas formas. Cabe a nós, pastores, profissionais formados para, dentre outras coisas, ouvir e atender às pessoas, entender a angústia desta pessoa e confortá-la, levando-a a novamente crer no poder sobrenatural de Deus e na esperança de uma vida eterna sem dor, choro ou mágoas com o Eterno.

Hoje, pude relembrar que a minha angústia pela reprovação na prova do DETRAN irá diminuir e acabar um dia, quando for aprovado na prova (sendo esta a vontade de Deus, é claro). Entretanto, pude também sentir que preciso estar mais atento às angústias daqueles que me rodeiam e sofrem com seus próprios fracassos, ajudando-os a voltar seus olhos para cima e relembrar do maravilhoso Senhor que morreu por nós para que tivéssemos nossos pecados perdoados e, assim, tivéssemos acesso direto a Deus.

Continuem orando por mim. Continuem orando por meu ministério, pois são tantas as áreas que eu preciso melhorar que nem sei como darei conta de tudo. Somente com a ajuda do Senhor, conseguirem vencer minhas limitações, disto eu tenho certeza. E continuem orando por nossa igreja, a PIB do Grajaú, para que Deus nos abençoe e nos ajude a abençoar a vida daqueles que nos rodeiam, sendo assim uma igreja relevante em nosso bairro.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Minha nova crise

O mundo é feito de provas. Desde criança, somos doutrinados que a melhor forma de avaliar o conhecimento de um aluno sobre determinado assunto ou matéria é através de uma prova, um grupo de exercícios que o aluno deve responder para provar que apreendeu o conhecimento passado pelo seu professor. Como perfeccionista que sou, é desnecessário dizer que odeio provas, pois é impossível você se lembrar de todo o conhecimento que lhe foi transmitido. Além disto, o conhecimento teórico só passa a ter valor real quando aplicável e aplicado no mundo em que estamos.

É por isto que, nesta segunda-feira, fiquei chocado quando fui sumariamente reprovado em minha prova de direção. Pode parecer besteira, mas a verdade é que eu nunca ficara tão chateado com uma reprovação em prova do que neste dia. E o motivo é simples: Ao contrário das outras, que eram provas teóricas de decoreba de conhecimento, a prova de direção é uma prova prática, onde você deve sintetizar todo o seu conhecimento adquirido para pilotar um automóvel em um breve percurso, que pode até ser fácil, porém que exige bastante atenção.

O motivo da minha reprovação foi simples, porém pode ser filosofado ao método de ensino de um aluno nas autoescolas: Mudando de faixa, não olhei o retrovisor e não vi um carro me cortando pela direita em alta velocidade. Tivesse eu visto o carro, eu teria provavelmente cruzado o percurso sem ser reprovado. Entretanto, ao quase bater no carro ao lado, forçando o examinador a freá-lo, mesmo não sendo culpa minha, descumpri uma norma que me fez merecer a reprovação.

O grande problema de minha prova, no dia, foi que eu basicamente me preparei para a prova prática de direção: Vi e revi um vídeo de um instrutor cruzando o percurso da prova, fiz o percurso no volante em um domingo de manhã, fiz dezenas de balizas ao longo de meses para fazê-la perfeitamente na hora. E, quando vi, fui vítima de um detalhe: Preparar-se para uma prova é diferente de saber dirigir.

A minha visão sobre a minha reprovação é simples: Os instrutores, após ensinarem o aluno a dirigir no trânsito normal, abstraem tudo o que foi ensinado e preparam o aluno apenas para a prova. Na parte da baliza, isso é perfeitamente aceitável, pois a baliza na aula é exatamente igual à baliza na prova: 7 balizas, 5,75m de distância. Entretanto, o trânsito NUNCA é igual, seja na hora da prova ou da aula. Por isso, ao fazer o simulado em um domingo de manhã, não me liguei (e também não fui devidamente lembrado) que haveria trânsito na hora da prova, dos alunos da universidade onde a prova é realizada (no câmpus do Fundão da UFRJ) e de profissionais das empresas que se situam no local. Logo, quando entrei na prova, foi natural eu mudar de faixa olhando displicentemente para o retrovisor, já que, para mim, não havia sido registrada a possibilidade de um maluco ignorante ultrapassando-me pela faixa errada da pista, cometendo assim uma infração grave que lhe caberia multa. Acidentes acontecem, diga-se por sinal, exatamente porque as pessoas não percebem que, no trânsito, a possibilidade de você encontrar pessoas bêbadas, drogadas, sonolentas, malucas ou simplesmente inexperientes atravessando seu caminho são enormes, o que te obriga a prever todas as possibilidades.

Pensando nisto, percebi que a melhor forma de instrução para a prova prática de direção deveria ter envolvido não apenas o trajeto, os pontos de mudança de marcha e os cuidados com carros estacionados, mas também os pontos críticos de onde outros automóveis poderiam surgir, em dias de trânsito normal. E pensando nisto, pensei no percurso da prova e listei VÁRIOS locais de perigo para o motorista que poderiam forçá-lo a tomar decisões ao volante que, se ele tivesse decorado completamente o trajeto a ser realizado na prova, com todos os seus pontos, mudanças de faixa e reduções de marcha, poderiam acarretar em manobras incorretas e reprovações merecidas.

Por isto, penso que uma instrução correta sobre a forma de se realizar a prova do Detran deveria envolver não só as marcações e o percurso a ser realizado, mas também os possíveis pontos de perigo que o aluno poderá enfrentar. Afinal, um dos lemas da Direção Defensiva é que o motorista deve se prevenir preparando o trajeto que irá realizar com antecedência, notando os pontos mais complicados para tentar prever possíveis problemas que possa encontrar.

Talvez, se tivesse sido instruído desta forma, teria sido aprovado. Ou não. Afinal, existem inúmeros fatores que envolvem uma prova, como examinadores carrascos e imperícia natural de pessoas inexperientes (meu caso) na hora de se realizar as manobras. Entretanto, esta reprovação valeu como lição para mim por três motivos:

1) Perceber que o retrovisor tem uma razão de ser no carro.
2) Perceber que malucos aparecem no trânsito quando você menos espera.
3) Perceber que simulado não leva em conta mudanças de trânsito e condições adversas da pista.

Espero que esta breve reflexão sirva para algum futuro candidato a motorista, para quem sabe podermos melhorar um pouco as condições de trânsito em nossa cidade, e ajudar algum colega reprovado a perceber que a reprovação em uma avaliação não é o fim do mundo, é apenas uma oportunidade para se melhorar a perícia e se ganhar mais experiência na condução de um veículo automotor. Quem sabe, também não ajude algum colega a ser aprovado na prova... :)

sábado, 22 de agosto de 2009

Exegese: A grande crise do seminarista

Nesta sexta, tivemos nossa primeira aula de Exegese do Novo Testamento. Esta área da teologia, para quem não sabe, é a mais polêmica dentro dos seminários teológicos hoje. O motivo é simples: O método mais usado para se fazer exegese dos textos bíblicos (o método Histórico Crítico) possui pressupostos e métodos que desagradam os mais conservadores.

O Método Histórico Crítico pressupõe que o texto bíblico é um texto literário escrito por homens em reação a um contexto histórico corrente. Nesta intenção, o método procura dissecar o texto em pedaços, analisá-lo parte por parte, tentando encontrar informações valiosas para sua compreensão, como o período que ele foi escrito, sua provável autoria e o motivo pelo qual o texto foi produzido.

O grande problema reside no fato de que este método, até hoje, encontrou apenas respostas que vão contra o que a tradição que nos foi passada informa sobre o próprio texto. De fato, algumas conclusões a que o método chegou vão de encontro com alguns textos do Novo Testamento, especialmente em questão de autoria do texto. Este acaba se tornando o principal motivo de crise do seminarista: Descobrir que algo em que você creu a vida inteira PODE não ser verdade é chocante.

O mais impressionante, porém, é que esta possibilidade bloqueia por completo alguns alunos, que, para se aferrarem à sua fé, rejeitam o método (e a ciência) por completo. Para estas pessoas, a tradição se tornou a base de sua fé, e atacá-la, mesmo com provas, torna-se coisa do maligno. Desta forma, ficamos com dois tipos de alunos em crise: Uns, vendo a base de sua fé (a tradição, e não a Bíblia) sendo destruída aos poucos. Outros, agarrando-se a seus pressupostos e combatendo de frente, de formas até mesmo grosseiras e levianas, todo um corpo de conhecimento que pode ser adquirido.

A verdade é que estas pessoas falham em perceber que a exegese, por si só, não é nada. A ciência exegese, quando se torna um fim em si mesma, é estéril, só serve para produzir informações acadêmicas. Além disso, dentro da exegese, existem diversos métodos além do Histórico Crítico que trabalham o texto bíblico, resultando em conclusões diferentes, que não se contradizem porque cada método analisa o texto com um determinado enfoque (por exemplo, o método Histórico Gramatical analisa a sintaxe do texto bíblico, estudando-o como se apresenta a nós).

Entretanto, é na utilização dos resultados desta exegese que surge o verdadeiro trabalho do pastor. O pastor precisa sempre compreender que sua audiência não vai à igreja para saber se determinado profeta escreveu ou não um texto bíblico, mas sim como aquele texto bíblico pode trazer luz e vida para seus problemas e angústias. Neste sentido, o pastor precisa aprender a estudar o texto bíblico e aplicar sua mensagem de forma que seu impacto seja sentido pela igreja, um impacto de transformação de vidas, e não de destruição da fé.

Por fim, vale notar que a exegese, por mais que seja uma ciência, não consegue chegar aos mesmos resultados. Mesmo aplicando-se métodos como o mHc, que dissecam o texto todo, existem problemas como a tradução a ser utilizada para determinada palavra. Como os textos bíblicos são escritos em idiomas não correntes hoje, cada palavra pode possuir várias traduções. Cabe ao exegeta ver qual utilizar, e é aqui que muitas vezes ocorre o problema, pois traduções divergentes geram resultados muitas vezes opostos.

Em suma, o fato é que a exegese jamais deveria ser motivo de crise para um seminarista. Afinal, por mais que um professor fale que um autor não existiu, ou um texto não está nos melhores originais, esta é a teoria corrente da academia, teoria esta que pode ser derrubada no futuro próximo. E não só isso: A exegese deve ser encarada como uma ferramenta para o pastor edificar sua igreja, através de uma mensagem melhor embasada e estudada, e não como uma máquina de destruição da fé da igreja.

Como ajudar uma igreja a crescer (ou a se reerguer)?

Nesta última quinta-feira, tivemos a primeira aula de Missão e Comunicação, com o Prof. Noélio, fonoaudiólogo e professor de universidades públicas. Após ministrar rapidamente sua aula, o professor começou a indagar os alunos sobre quais as maiores necessidades de nossas igrejas e como nós achávamos que poderíamos resolvê-las ou minimizá-las.

Isto imediatamente começou a me fazer pensar. Comecei a pensar no passado e no presente de minha igreja. A Primeira Igreja Batista do Grajaú já foi uma igreja muito forte, com cerca de 220 membros, número significativo para um bairro tão pequeno, geograficamente. Após sucessivos problemas, nossa igreja se viu reduzida a cerca de 110 membros e uma frequência dominical de 30 fiéis de manhã e 50 à noite, no final de 2008.

A primeira atitude tomada pela nossa igreja para uma busca de uma retomada de crescimento foi uma busca criteriosa por um homem de Deus para liderar nossa igreja. Tal busca nos levou a receber cerca de 8 pastores, levando-nos a ouví-los, orar e buscar a vontade de Deus para nós. Após um bom tempo, cremos ter feito a escolha certa ao convidar o Pr. Wellison Magalhães para ser nosso líder. Um homem de Deus, o Pr. Wellison mostrou-se um forte pregador, pastor e cristão, o que ajudou a dar um foco à igreja, novamente.

A seguir, buscou-se uma centralidade na Palavra de Deus para a igreja. Um detalhe bem curioso da aula foi que o Pr. Noélio afirmou que a leitura fixa muito mais os conteúdos apresentados do que a música. Desta forma, apresentando a forma do cérebro humano, ele notou que é pela falta de leitura que os pastores hoje controlam as massas, pois a leitura gera raciocínio, esta gera contestação e contestação gera debate, algo que os pastores hoje sempre querem evitar. A volta a uma mensagem mais bíblica fez com que os fiéis se fortalecessem mais na fé, ajudando-os a enfrentar os momentos de aflição.

Apesar disto, a PIB do Grajaú ainda enfrenta problemas, e foram estes que pensei sobre como resolver. Atualmente, nosso corpo de liderança é pequeno e não tem renovação. Por haverem poucos líderes, muitos possuem diversas atividades na igreja, causando uma sobrecarga nas pessoas, levando a conflitos e atividades realizadas apenas por realizar. Além disto, muitas pessoas com know-how para gerenciar as atividades da igreja deixaram nossa comunidade sem passar seus conhecimentos, causando um vácuo que fez com que muitas atividades não fossem realizadas com excelência ou fossem deixadas de lado (um exemplo claro é que nossa igreja não possui um coral há 3 anos e não possui um coral misto fixo há mais de 5 anos, com a saída da antiga ministra de música).

Pensando nisto, fica claro que o trabalho para reerguimento de uma igreja nesta situação passa pela criação, busca e capacitação de novos líderes. O trabalho é de longo prazo, porém absolutamente necessário para o sucesso da igreja. Em nossa igreja, eu trabalharia em algumas frentes:

1) Um curso de liderança, buscando melhorar a capacitação dos líderes atuais da igreja.
2) Análise da membresia, em busca de novos líderes em potencial, incentivando-os para participar do curso acima.
3) Criação de uma biblioteca, bancada pela igreja, para fornecer literatura de apoio para capacitação dos líderes, em suas diversas áreas.
4) Trabalho de "mentoria estratégica", com líderes reunindo-se semanalmente com seus liderados para fomentar o intercâmbio e a socialização do conhecimento.
5) Sustento de obreiros que possam contribuir imediatamente para os trabalhos da igreja (ministro de música, estudantes de teologia, pedagogia e missões).
6) Reorganização das atividades da igreja, buscando minimizar a quantidade de atividades de cada líder para maximizar seus resultados.

Se todas estas áreas fossem trabalhadas com força, eu creio que poderíamos avançar tremendamente na organização de nossa igreja e, a partir daí, poderíamos direcionar todos os nossos esforços para alcançar nosso bairro para Jesus.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Falsos profetas: O que os caracterizam?

Uma pequena analogia, para estudo, meditação e comentário: Comparem Dt. 13:1-4 e 18:20-22 com Mt. 6:24. Sabemos que, em Mt. 6:24, o termo 'Mamon' significa riquezas. Neste sentido, podemos julgar aqueles que pregam a Teologia da Prosperidade como sendo falsos profetas? Complemento deste comentário em breve.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Por uma teologia coerente

Terça-feira foi um excelente dia de estudos no seminário. Uma das aulas foi de Tópicos Especiais em História, ministrada pelo Prof. Osvaldo, onde estudaremos a História da Interpretação da Bíblia ao longo dos tempos. Estaremos iniciando nossos estudos com os temas Alegoria grega e Midrash judaico, conhecimentos essenciais para entender-se profundamente a formação do evangelho de Mateus.
A segunda aula, ministrada pelo Prof. Delambre, será de Teologia Sistemática. Durante a aula, uma excelente discussão surgiu: O que seria uma teologia coerente? A argumentação foi sobre até onde o teólogo pode se posicionar diante de uma outra teologia, contestando-a ou comentando-a.
A discussão levantada notou que os teólogos, hoje, pecam pela falta de coerência em suas interpretações. Afinal, em alguns momentos usa-se uma forma de interpretar o texto bíblico e, em outros momentos, usa-se outra forma totalmente diferente, para poder justificar a formação da confissão de fé daquela comunidade. Quando pensamos sobre isso, o fato é que tal tipo de teologia não pode ser considerado coerente, por haver conflitos metodológicos: Interpretar alegoricamente ou literalmente conforme os interesses da liderança ou da comunidade não é algo honesto a se fazer.
Além disso, foi levantada uma outra questão, a motivação por trás da formulação de determinada teologia. Houve uma comparação entre os pastores que pregam uma Teologia da Prosperidade em cima de versículos isolados com os pastores que condenam o ministério feminino em cima apenas dos textos das cartas paulinas ou de argumentos circunstanciais sobre a formação do grupo de discípulos de Jesus Cristo. A questão levantada é que não existiria diferença entre os dois pastores em sua incoerência, apenas uma diferença de grau, pois enquanto uns assumem estarem usando a teologia para seu próprio benefício, outros o fazem porque honestamente creem ser a correta interpretação da bíblia.
Quando paramos para meditar sobre o estado da igreja evangélica hoje e da teologia que é produzida, vemos que, de fato, a afirmação acima faz sentido. Falta uma formação teológica mínima para os nossos pastores, que permita a eles entender realmente o que o texto bíblico queria passar na época em que foram escritos. Na ânsia de adaptar a mensagem e trazê-la para os dias atuais, as lideranças levianamente ignoram algumas passagens e exaltam outras literalmente ou alegoricamente, rechaçando a todos os outros como sendo "hereges" ou estando "fora da visão profética" do líder. Com isso, cria-se uma grande e confusa "salada de teologias" que acaba confundindo a cabeça dos membros mais novos e de pessoas interessadas no evangelho.
Para combater esta situação, podemos pensar em inúmeras soluções. É claro, diferenças de opinião quanto à interpretação bíblica sempre existirão. Entretanto, todas as soluções a serem pensadas devem sair de uma mesma raiz: O princípio da coerência na interpretação. Para alcançar este objetivo, é necessário considerar-se, no momento da análise textual:
1) Compreender seu contexto histórico.
2) Entender as formas verbais e textuais que compoem o texto.
3) Analisar os textos vizinhos da perícope analisada, buscando visualizar o contexto geral da mensagem passada.
4) Considerar a tradução mais usada na análise do texto original (não se fiar apenas às exceções ou traduções obscuras).
5) Levar em consideração toda a mensagem do livro ou dos diversos livros do autor.
Somente com uma coerência metodológica na hora de se entrar no texto bíblico, será possível extrair uma teologia também coerente do texto. Sem uma metodologia coerente, a teologia formada será sempre escrava das intenções do seu proponente, viciando o texto bíblico com a visão que este proponente quer passar. E isto não é teologia séria; é manipulação das massas!

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Começo de período - Parte 2

Uma das melhores coisas de voltar às aulas é reencontrar os velhos amigos da faculdade. Uma das coisas menos compreendidas em um seminário é a camaradagem formada entre os alunos que estudam no local. São vários os fatores que levam à usual união entre os alunos de um seminário teológico.

O primeiro, e mais comum, é o internato. No Seminário do Sul, existe um internato com vários prédios, permitindo que dezenas de alunos compartilhem acomodações. Cada aluno solteiro compartilha o quarto com um colega, em um estilo de vida bem americanizado. Além disso, existe um campo de futebol ao lado dos alojamentos e uma sala de jogos ao lado do campo, o que só facilita a interação entre os alunos. Ou seja, nas horas vagas, a galera se vê constantemente.

Em segundo lugar, as turmas pequenas ajudam bastante a integração entre os alunos. Lembro-me da época na UFRJ, onde cheguei a ter aulas em turmas com 60 alunos. Em turmas deste tamanho, é impossível conversar com todo mundo. No Seminário do Sul, as turmas flutuam entre 20 e 40 pessoas, facilitando tremendamente o contato entre os alunos antes, durante e depois das aulas.

Os objetivos comuns também ajudam na integração da turma. Cerca de 80% dos alunos do Seminário do Sul têm o chamado para o Ministério Pastoral. Por isso, os assuntos nas conversas de cantina costumam gravitar entre a vida dos alunos nas igrejas, trabalhos a fazer, projetos, eventos, intercâmbios, etc. As experiências vividas por cada aluno em seus campos de atuação trazem ideias novas para cada um, tornando o papo bem interessante e edificante. (Claro, existem os momentos de bobeira também, mas estes a gente não conta aqui para não queimar o filme. Rsrsrsrs).

Por fim, as dificuldades enfrentadas pelos alunos para conseguirem manter-se no seminário também tornam-se um fator tremendo de união entre os alunos. Mais de 50% dos alunos de minha turma não são internos, o que faz com que a locomoção para o seminário torne-se cansativa. Isto, somado com a carga de trabalho diário que muitos enfrentam, faz com que os colegas de turma se aconselhem, se fortaleçam com palavras de esperança e experiência.

Para se ter uma ideia do escopo deste problema, em minha turma existem três alunos que moram em São Gonçalo e um que mora em São João de Meriti. Os esforços destes alunos para trabalhar, ir pro seminário e depois ir para casa, enfrentando esta luta novamente no dia seguinte, é tremenda. Quase não lhes sobra tempo para estudar, até por conta de suas responsabilidades nas igrejas. Neste sentido, os alunos acabam passando mais tempo com os colegas de turma do que com suas famílias.

Apesar de todas as dificuldades, a vida de um seminarista é extremamente gratificante. A quantidade de conhecimento que você adquire é absurda, ultrapassando o ambiente da sala de aula. O conhecimento adquirido é um conhecimento benigno, de transformação de vidas, de esperança, de força de vontade. No irmão, você se espelha para lutar e conseguir avançar no curso. No final de cada período, o sentimento de dever cumprido alimenta seu desejo de querer rapidamente aplicar seus conhecimentos na comunidade em que se trabalha.

Nos próximos meses, eu pretendo comentar mais sobre a vida no seminário. Afinal, o sentido deste blog é este. Até a próxima.

Começo das aulas

Ontem reiniciaram as aulas no Seminário do Sul. Para quem não sabe, o Seminário do Sul é uma casa antiga de teologia, tendo feito 101 anos de fundação neste último mês de março. De lá para cá, foram levas e mais levas de pastores, teólogos e doutores sendo formados. Hoje, há pastores formados pelo Seminário do Sul em todos os cantos deste país, e certamente é uma casa da qual tenho profundo orgulho.
Este período (meu sexto período no seminário) terá matérias muito interessantes. Às segundas, teremos aulas de História do Cristianismo V e Aconselhamento Pastoral I. Às terças, teremos aulas de Teologia Sistemática II e Tópicos Especiais em História. Na quarta, Fenomenologia da Religião e História de Israel. Na quinta, teremos Missão e Comunicação, além de Estágio V e Tópicos Especiais Livres (este período com uma disciplina especificamente voltada para a área de Ação Social). Por fim, na sexta, teremos aulas de Tópicos Especiais em Ciências Humanas e Exegese do Novo Testamento.
Uma das várias críticas feitas ao Seminário do Sul, por parte dos alunos, é a quantidade de matérias por período. De fato, na maioria das faculdades, a quantidade de matérias não passa de 7 por período. Os alunos do Seminário do Sul enfrentam 11 matérias garantidas por período, o que nos sobrecarrega um pouco na hora das avaliações. Entretanto, a grade deve ser melhorada quando sair o reconhecimento do curso, em breve, e isso irá permitir que a situação fique melhor equacionada para os alunos. Para quem já chegou ao terceiro ano, como eu, esta carga já se tornou rotineira. :)

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Mensagem do Congresso Jovem da SIB do Grajaú - 15/08/2009

Fala, pessoal. Como prometido, segue o esboço de minha mensagem ministrada na SIB do Grajaú, no último sábado. Não é um primor de homilética, mas foi como achei que deveria dividir, por ser uma mensagem temática. Abraços, Deus os abençoe.

Mensagem 24: Palavras de vida eterna vs. Palavras do mundo

Texto base: João 6.60, 66-68.

60 Muitos dos seus discípulos, tendo ouvido tais palavras, disseram: Duro é este discurso; quem o pode ouvir? 66 À vista disso, muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele. 67 Então, perguntou Jesus aos doze: Porventura, quereis também vós outros retirar-vos? 68 Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna;

Frase base: Para ser um jovem que faz a diferença, primeiro é preciso ser um jovem diferente. Para ser um jovem diferente, é preciso ser um jovem que retém as palavras de vida eterna e descarta as palavras do mundo.

Palavras do Mundo: Situações, questões, decisões IMPOSTAS PELA SOCIEDADE como regra a ser seguida, sob pena de segregação. Tido como LEGAL, MANEIRO.
Ex.: Pra que casar cedo? Aproveite bastante a vida com as mulheres quando jovem e case-se quando você se cansar... SE cansar.

-As Palavras do Mundo DESTRÓEM a vida espiritual de um crente, afastando-o de Deus (O que aconteceu com os outros discípulos? Perderam a grande oportunidade da história, de conhecer as Palavras de Deus do seu próprio filho!!)
-As Palavras de Vida Eterna FUNDAMENTAM e RESTAURAM a vida espiritual de um crente, aproximando-o de Deus (A antiga religiosidade legalista judaica dá lugar a uma religiosidade cristã do amor)

Palavras do Mundo:

- “Os pais são quadrados”. (QUADRADICE PATERNA)

Causam: Destruição familiar, falta de sabedoria, entrega às outras palavras.
Motivo: Os pais são os mais interessados em preservar os filhos do mal.
Hoje: Os filhos ignoram os pais. Para não perder os filhos, os pais se dobram às suas vontades e jogam a culpa na sociedade.

- “O que importa é o agora”. (IMEDIATISMO)

Causam: Hedonismo (culto ao prazer), imediatismo, ignorância sobre pecado e vida com Deus, falta de compromisso.
Motivo: O inimigo quer impedir que o jovem veja a fragilidade da vida e entregue sua vida a Jesus cedo.
Hoje: Muitos profissionais não conseguem entrar no mercado de trabalho porque querem entrar por cima, ganhando salários irreais para sua posição (ILUSTRAÇÃO: notícia da Folha Online de analista de RH que diz que não consegue preencher as 20 vagas de trainee de sua empresa, apesar de ter recebido mais de 10 mil currículos porque ninguém quer começar trabalhando ganhando pouco para, posteriormente, galgar posições na empresa. Todos querem começar por cima, ganhando muito, tendo função gerencial ou até mesmo começar trabalhando em áreas internacionais).

- “Vale tudo para conseguir dinheiro”. (GANÂNCIA)

Causam: Consumismo, vontade de ganhar dinheiro a qualquer custo, sem esforço, sentimento de inferioridade.
Motivo: A sociedade impõe que uma pessoa só pode ter seu valor medido pelo que ela tem, e não pelo que ela é.
Hoje: O mercado que mais consome roupas de grife, por exemplo, é o de classe média baixa (ILUSTRAÇÃO: Shopping mais lotado do Rio: Norte Shopping).

- “Eu venho primeiro do que o outro”. (INDIVIDUALISMO)

Causam: Autoritarismo, egocentrismo, competitividade.
Motivo: A sociedade capitalista tem como premissas a vitória do mais forte, do mais capacitado, e o lucro a qualquer custo. Para subir na vida, deve-se ignorar os outros, até mesmo pisar neles, para avançar postos.
Hoje: Religiosidade internalista, de evolução espiritual pessoal. Não se fala mais de amor ao próximo, comunhão (ILUSTRAÇÃO: Qual foi a última música de sucesso nas rádios que falou de comunhão com o irmão, amor ao próximo ou sacrifício pelo outro?).

- “A vida é curta, logo devemos aproveitá-la ao máximo”. (HEDONISMO – culto ao prazer)
- “Deixa de ser careta” (CARETICE)

Causam: Sexualidade precoce, bebida, drogas, fumo, malícia (palavrões), vida em velocidade máxima.
Motivo: Na ânsia de querer pertencer a um grupo, o jovem se molda ao mundo, adotando seus valores e evitando influenciá-lo com seus valores, por medo de ser isolado do grupo.
Hoje: A permissividade da religiosidade protestante moderna tem levado a muitas aberrações, onde as pessoas vivem uma vida santificada no domingo e, durante a semana, vivem suas vidas totalmente desregradas (ILUSTRAÇÃO: Adolescentes que dizem que só irão se batizar quando se tornarem jovens, adultos ou velhinhos).


Palavras de Vida Eterna para combater as Palavras do Mundo:

Contra QUADRADICE PATERNA:
Pv. 13.1: O filho sábio ouve a instrução do pai, mas o escarnecedor não atende à repreensão.

Contra IMEDIATISMO
Pv. 27.1: Não te glories do dia de amanhã, porque não sabes o que trará à luz.
Ec. 3. 1-2: 1 Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu: 2 há tempo de nascer e tempo de morrer;
Mt. 6.34: Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.

Contra GANÂNCIA
Lc. 16.13: Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.

Contra INDIVIDUALISMO
Mc. 12.28-34: 28 Aproximou-se dele um dos escribas que os tinha ouvido disputar, e sabendo que lhes tinha respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o primeiro de todos os mandamentos? 29 E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. 30 Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. 31 E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes. 32 E o escriba lhe disse: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que há um só Deus, e que não há outro além dele; 33 E que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios. 34 E Jesus, vendo que havia respondido sabiamente, disse-lhe: Não estás longe do reino de Deus. E já ninguém ousava perguntar-lhe mais nada.
Jo 15.12: O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.

Contra HEDONISMO, CARETICE
Mt. 5. 13-14: Vós sois o sal da terra; ora, se o sal vier a ser insípido, como lhe restaurar o sabor? Para nada mais presta senão para, lançado fora, ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte;

A guerra das TVs e suas consequências

Nesta última semana, a antiga guerra entre a Rede Globo de Televisão e a Igreja Universal do Reino de Deus foi reacendida, devido à ação do Ministério Público contra a IURD e sua liderança, sob a alegação de que a liderança da IURD teria desviado recursos de dízimos dos fiéis da igreja para a aquisição de bens pessoais, como a Rede Record de Televisão, hoje a maior concorrente da Rede Globo e que está em nome de pessoas físicas.

Quem observa esta guerra, não costuma ficar sem opiniões formadas. Os donos da Universal (sim, porque a IURD possui "donos", e não "líderes") acusam a Globo de ser a arma de Satanás para destruí-los, levando seus fiéis a crerem da mesma forma. Já a população crítica não consegue deixar de perceber a intenção por trás do ataque da Rede Globo, ao tentar desestruturar a Record e, assim, diminuir o impacto da concorrência na guerra de audiência.

Entretanto, apesar dos jogos de interesses dos dois lados, não é difícil perceber que, apesar de ambos estarem agindo com motivações erradas, isso não apaga o impacto extremamente negativo que a IURD possui na sociedade brasileira. A IURD tornou-se o protótipo da igreja protestante brasileira, uma igreja interesseira, que vende Deus por alguns tostões, manipulando o Todo-Poderoso como se ele fosse um mero despachante celestial das ordens impostas pelos desejos egoístas e capitalistas do povo. Toda igreja protestante brasileira passa a ser vista, pelos leigos, como uma empresa onde o pastor extorque espiritual e financeiramente os membros da igreja para entesourar seus ganhos e aumentar o poder humano da igreja.

O mais impressionante da IURD, porém, é como a ostentação e o luxo alcançado pelos líderes da igreja afeta POSITIVAMENTE os fiéis da igreja: Conforme sua teologia (uma mistura de Teologia da Retribuição e Teologia da Prosperidade bombada a esteroides de marketing e técnicas empresariais), a salvação começa a ser desfrutada na Terra, através dos ganhos materiais. As riquezas tornam-se o atestado principal de proximidade da pessoa com Deus (além de saúde e estabilidade de vida). Desta forma, a riqueza alcançada pelos líderes da Universal torna-se motivo de ORGULHO para os membros desta igreja (e de outras de mesmo cunho teológico, como a Igreja Renascer). Ou seja, com a cobertura da mídia exibindo as posses da liderança da IURD, a Globo consegue, ao mesmo tempo, fortalecer a obstinação dos fiéis da IURD com a "teologia" desta igreja e aumentar o preconceito do restante da população brasileira com as igrejas protestantes, sejam elas "sérias" ou não.

Hoje pude sentir na pele os impactos desta guerra bem perto: Em meu trabalho, um colega de trabalho, católico, afirmou categoricamente que, para ser protestante, você é "obrigado" a dar o dízimo, ou não pode ser membro da igreja. Cristãos protestantes sérios sabem que isso não é verdade, pois o dízimo, apesar de ser uma contribuição bíblica para o sustento da obra de Deus, não é fator decisivo para filiação de membros a uma igreja. Tal oferta é, nas igrejas sérias, totalmente voluntária, sendo um propósito feito pelo homem com Deus, uma forma dele reconhecer a soberania de Deus em sua vida e uma devolução de bom grado de parte de seu rendimento (em geral 10%), e tal propósito não cabe julgamento de nenhuma instância humana. Porém, a forma como este colega de trabalho falou certamente reflete a visão de milhões de brasileiros, que agora ficarão mais resistentes ao evangelho, que costuma estar dentro dos lares destas pessoas sem elas saberem, na forma de bíblias abertas de forma supersticiosa.

Enfim, para quebrar esta situação, ou ao menos reduzir seus impactos, cabe a nós, cristãos sérios, orar, pregar o verdadeiro evangelho (um evangelho de abnegação, de humildade e de amor ao próximo) e esperar a ação da justiça divina. E se estes forem os fins dos tempos e a IURD for o protótipo da apostasia da igreja, como relatado em Apocalipse, então resta-nos clamar por Cristo e resistir, como testemunhas fiéis de Jesus Cristo, às tentações e armadilhas do inimigo.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

No Limite - Episódio 5

Hoje o dia foi puxado, com bastante trabalho. Neste momento, estou relaxando um pouco, me preparando para amanhã. Em geral, dias de mensagem são os dias mais estressantes para mim, pois quero sempre estar aberto à ação do Espirito Santo, esperando que ele possa me abençoar com uma palavra que faça diferença na vida dos irmãos. Ao mesmo tempo, fico mentalizando o esboço que já preparei, para na hora não precisar olhar muito para ele. O objetivo é manter a mente aberta para novas ideias, ilustrações que ainda não lembrei ou novas abordagens do texto.

Em todo caso, agora pude parar para meditar sobre o episódio de ontem do programa No Limite. Uma coisa que notei foi a falta de competitividade das moças escolhidas para o programa. É impressionante o fato de duas haverem desistido e uma terceira ter quase pedido para sair, esperando apenas o resultado da votação. A produção deve estar muito irada com suas escolhas, e eu fico imaginando se alguém irá perder o emprego na equipe de seleção deste programa.

Eu digo porque fica a impressão, vendo o episódio, que a única moça que não entrou no jogo para aparecer foi a Índia, o que já me faz respeitá-la imensamente. Parece-me que várias moças entraram com o espírito de Big Brother, ou seja: Vamos aparecer, mostrar nossos corpos e, assim, fechar um contrato com uma revista masculina. É claro, a própria produção tem culpa no cartório ao fazer uma seleção pensando nisso. Basta ver uma imagem de uma das tribos, onde 4 moças aparecem convenientemente enfileiradas, mostrando-se pras câmeras, enquanto um rapaz (Rafão? Não lembro...) nota a comicidade da cena. Sendo assim, creio que a seleção pecou tremendamente no lado feminino da competição. Se tivéssemos mais umas 3 Índias, porém, poderíamos ter um jogo mais "fierce" do lado feminino (aproveitando a gíria de America's Next Top Model, um dos reality shows favoritos da galera que visitava a Reality Center).

Em todo caso, hoje estou bem feliz, com o fato do jogo ter mudado. Pra mim, No Limite/Survivor só é um jogo legal com votação interna. Ele torna a competição mais interessante de ver, pois os jogadores são obrigados a pensarem estrategicamente. E aqui entra a pergunta: Como ser estratégico de forma cristã em uma competição onde os próprios competidores se eliminam? Esta pergunta é praticamente impossível de responder, e provavelmente não exista uma fórmula para fazê-lo. Em todo caso, posso dizer que a melhor forma de se competir em Survivor sem ferir a ética é:

1ª fase: Eliminar os mais fracos
2ª fase: Eliminar os mais fortes/ganhar imunidades individuais

Na segunda fase do jogo, também acho aceitável a formação de alianças, desde que não sejam baseadas em mentiras. É claro, formar alianças fortes que cheguem longe no jogo é praticamente impossível se não houver mentiras e ocultações de informações por parte dos interessados. Entretanto, se você está disposto a lutar para chegar ao grande prêmio de 1 milhão de reais, será preciso que você venda um pouco (ou muito) de sua integridade para fazê-lo. E aí entra a questão: O cristão deve sacrificar sua integridade para vencer o programa? Eu digo que não. Se o fizer, estará pecando, e o dinheiro pode acabar tornando-se maldição em sua vida.

Bom, tirando o papo evangelical um tanto do caminho, resolvi repensar o jogo e como ele ficaria, agora. Antes de poder tirar conclusões, eu tive acesso ao blog do Zeca Camargo, na Globo.com, e ele comentou sobre como viu as faces de Bia, Marcelo e Rafão mostrarem preocupação. Isso é perfeitamente justificável:

1) É possível que Bia estivesse contando de chegar à segunda fase e usar sua fraqueza como arma nas votações finais, falando que era uma vitória ela chegar tão longe. Agora, ela precisará ralar para sobreviver à primeira fase, pois as equipes só devem se fundir quando tiverem 10 ou 12 competidores. Até lá, ainda cairão 2 ou 3 jogadores da tribo Manibu, e a fraqueza certamente será a carta na manga da primeira votação. A Bia, portanto, torna-se o primeiro alvo fácil da tribo.

2) O Marcelo mostrou várias rusgas com o grupo, em especial por conta de sua vontade de querer fazer as coisas do seu jeito. Suas posições incisivas causaram a irritação de vários jogadores, que viram nele uma figura autoritária e má-perdedora. Neste sentido, por conta de problemas de relacionamento, Marcelo pode ter que abandonar o programa em breve. Somente com boas performances em algumas provas, ele conseguirá avançar.

3) O Rafão tem um problema mais sério nas mãos: Desvincular-se do relacionamento com a Jéssica. Casais são alianças fortes neste jogo, e todos os outros jogadores podem querer quebrar os laços dos dois durante o programa. Além disso, Rafão poderia estar contando, como eu notei antes e o Zeca comentou em seu blog, de seu romance com Jéssica cair nas graças do povo, o que permitiria que ele ficasse na competição caso fosse indicado várias vezes ao paredão. Agora, as coisas mudam, pois ele é apenas o jogador mais forte fisicamente do programa. Resultado: Na fusão das duas tribos, se ele não pegar uma imunidade individual, será o PRIMEIRO alvo de todos os jogadores para tirar da competição. Resultado: Rafão precisará, para ONTEM, de uma aliança para se manter na competição.

Pensando nisso tudo, a saída para estes jogadores poderia ser formar uma "aliança dos desesperados": Rafão, Jéssica, Marcelo e Bia. Traria também uma quinta roda, para a fusão, para não haver problemas na votação. Depois de conseguir duas eliminações do outro lado, eliminaria a quinta roda e manteria o núcleo até a final. Para Rafão e Marcelo, seria uma boa, pois as chances de bater as duas moças em provas de resistência na final seriam ótimas. Para Bia e Jéssica, seria uma chance de chegarem mais longe na competição e, quem sabe, se aproveitarem do fato dos homens estarem mais debilitados no final do jogo. Se bem que, com este monte de festas e presentes nas provas, os jogadores vão acabar saindo mais gordinhos do jogo... Rsrsrsrs.

Enfim, domingo certamente será mais legal. Quero ver agora como as tribos irão se alinhar, com estas novas regras. Certamente as intrigas aumentarão, e poderemos analisar melhor o jogo.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Preparação para mensagem

Hoje, estou terminando de me preparar para a mensagem que irei ministrar no Congresso Jovem da Segunda Igreja Batista do Grajaú. O tema do referido congresso é "Jovens que fazem diferença", com a divisa extraída de Mateus 5.13,14. O tema da minha mensagem será semelhante ao que estava pensando para o Congresso Jovem da PIB do Grajaú. Eu pretendo lançar o esboço da mensagem aqui, após o culto.

Geralmente, a preparação de uma mensagem leva bastante tempo, porém Deus não só concede a mensagem como ajuda na hora de prepará-la. Quando a mensagem vem Dele, você sente, porque as ideias começam a fluir em sua mente e você se sente angustiado para colocá-las no papel. Os versículos, eu costumo pegar na Bíblia Online, pois geralmente possuo os versículos parcial ou completamente memorizados, porém a referência me escapa. Só costumo utilizar textos cujo contexto se enquadre com a mensagem que pretendo ministrar. Nada de alegorias! Por isso, adoro textos sapienciais: Não há nada melhor para uma palavra de sabedoria do que um texto de sabedoria.

Para a mensagem deste fim de semana (uma mensagem temática), minha ordem de trabalho foi: Receber a mensagem (após os devidos momentos de oração, claro), buscar o texto base, fazer a ligação com o tema que queria passar e meditar profundamente nos diversos tópicos que queria passar. A ideia foi contrabalançar tópicos modernos com textos bíblicos.

Hoje, irei meditar sobre possíveis ilustrações e enriquecer a mensagem. Entretanto, esta parte é bem interessante, pois Deus costuma agir em mim na hora da mensagem nesta área. Muitas vezes, ilustrações e comparações que eu não havia pensado antes me vêm à mente no momento em que a mensagem é ministrada. Porém, deve-se tomar cuidado para não se desviar completamente do tema da mensagem elaborando a ilustração.

Após o culto em que ministrar a mensagem, pretendo colocar o esboço aqui, em conjunto com o motivo do texto e um outro post sobre minha visão com relação à ação do Espírito Santo na mensagem. Como vocês podem ver, sou um tanto tradicional neste ponto, mas talvez os surpreenda mais pra frente. :)

Share

Twitter Delicious Facebook Digg Stumbleupon Favorites More