Vergonha. Esta é a palavra que pude usar para definir o episódio deste domingo de No Limite. A série está sendo derrotada no IBOPE pelo programa "A Fazenda", da Record (na reta final, com apenas 4 participantes). O apelo popular das votações não chegam aos pés do apelo das votações do BBB (forçando a produção a mudar as regras, retornando à votação interna para eliminação de jogadores, o que acaba de vez com a frescura na hora de jogar). E, por fim, quatro jogadores foram eliminados do programa, em uma mudança brutal com diversos motivos e potenciais de análise.
Primeiro, a eliminação de João. Este jogador foi vítima das circunstâncias: Eleito pela tribo como o mais fraco, foi pro paredão com um jogador até então visto como forte. Como não estamos vendo um BBB, não houve tempo pro público digerir o jogo que Filipe estava começando a montar e isso acabou evitando que a votação virasse. O percentual foi estreito (53%), mas o voto da tribo prevaleceu, como deveria ter acontecido.
Em seguida, falemos sobre a eliminação de Luiz. Eu não conheço corridas de aventura profundamente, porém sei que são provas que duram vários dias, com competidores dormindo muito pouco, às vezes, para conseguir vencer. Trilhas, natação, mountain bike... A quantidade de contusões é absurda, e uma medicação urgente certamente torna-se necessária, em caso de acidente em área de remoto acesso. Entretanto, imagino que os competidores devem ter sido várias vezes lembrados de que não poderiam levar consigo remédios, o que torna a justificativa de Luiz, de que ele teria esquecido que havia guardado os remédios em seu tênis, menos plausível. No entanto, sem provas, é impossível contradizer a colocação do rapaz, podendo-se, apenas, conjecturar sobre sua plausibilidade.
Por fim, as saídas de Sibele e Denise foram surpreendentes, pois as moças pareceram vencidas pelas pressões do jogo. Uma afirmou estar desistindo por conta de fome. A outra afirmou não querer explodir no programa e partir pra agressão com alguém. A produção não pareceu acreditar na justificativa das duas, no entanto, assim como no caso de Luiz, não há como contestar a justificativa das moças, apenas conjecturar sobre sua plausibilidade. Na situação em que o jogo se encaminhava, as duas não eram, de fato, favoritas a vencer o jogo.
Agora, vamos falar sobre as novas regras, pois elas mudam completamente a situação do programa. Com votação interna, os jogadores podem passar a armar votos para guiar a competição em seu favor sem medo das consequências da ira do público. Com isso, o jogo fica muito mais interessante. Porém, as questões morais serão muito mais relevantes, agora. É moral um jogador montar uma aliança para continuar no jogo? É moral um jogador mentir para outro para avançar na competição? Vale tudo por R$ 1.000.000,00? Estas são as questões que serão levantadas nas próximas semanas, tornando o programa bem mais interessante.
O que podemos ver, porém, é que as tribos estão ainda bem equilibradas, e somente avançando-se um pouco mais no jogo, poderemos ter uma ideia sobre que jogadores terão mais chances de vitória. Com votação interna, os homens se tornam favoritos, se firmarem alianças fortes. As moças, neste ponto, serão mais passíveis a montar alianças para avançarem no jogo, e os homens podem querer se eliminarem para evitar enfrentar competidores fortes na segunda fase do jogo, quando as tribos se fundirão. Porém, a lei deste programa é simples: A tribo que chegar na fusão em vantagem, leva o jogo. Se ambas as tribos chegarem com números iguais, aí o jogo fica totalmente aberto, dependendo muito das estratégias e viradas de jogo.
Bons tempos virão no Ceará. Resta saber o quanto.







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